FLORESTA DO CAMBOATÁ, A LUTA CONTINUA.

Na disputa pela Floresta do Camboatá vencemos a primeira batalha, mas ainda falta muito ainda. A primeira vitória foi a de não permitir que ela fosse derrubada pra construção de um autódromo, porém as próximas serão tão difíceis quanto à primeira ou talvez mais.


As próximas serão a não permissão de vazamento de lixo e entulhos no entorno e isso requer a atuação em dois eixos: o primeiro por parte do poder público, de limpeza, manutenção e inibição, com sanções de multas a quem cometer tal ato contra o meio ambiente; o segundo diz respeito à parte da população no sentido de se educar e conscientizar-se que não deve desovar seus restos ali.


A terceira, uma atuação em em conjunto entre o poder público e a sociedade civil, de mapear, cadastrar e entender as necessidades da comunidade que se formou em baixo do elevado da Avenida Brasil, às margens do rio Acari. Essa população pode se tornar a maior parceira da Floresta em todos os sentidos, especialmente, no de ser absorvida como mão-de-obra pros serviços de manutenção desse patrimônio.


A quarta e a que mais exigirá estratégia, jogo de cintura e paciência, a de travar uma cruzada pela sensibilização, autoestima e pertencimento por parte da população de todo o território, principalmente daqueles mais resistentes que não conseguem enxergar a Floresta como um tesouro, e sim como um depósito de lixo e de área potencial pra favelização.


A quinta, transformar a Floresta num parque aberto à visitação, com passeios guiados, visitação de escolas, oficinas ambientais, campo de estudos e pesquisas, e apontamento de suas riquezas de fauna, flora e produção de água potável.


Lógico que essa contenda não será vencida de uma hora pra outra, levará tempo, anos, gerações, mas sairemos vitoriosos, orgulhosos a ponto de enfrentarmos futuramente qualquer ameaça contra à nossa Floresta com um escudo humano, de mãos dadas num abraço simbólico ao que temos de maior valor próximo às nossas casas.

Foto: Brenno Carvalho / O Globo

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