CAETANO É BOM, MAS TASSO É ÓTIMO.


Nestes últimos dias, vivemos momentos de euforia e de tensão. Não poderia ser diferente, tivemos a presença de um ilustre visitante chamado Caetano Veloso. Veio para o Diálogos com o Cinema. Veio rever seu povo, o de Guadalupe. Veio porque era um convite do Ponto Cine e ele “tinha um compromisso com esse cinema aqui”, conforme confessou para a plateia e a Folha de São Paulo replicou para o Brasil, no mesmo dia em que o Globo publicava: “Caetano é Guadalupe”.


Que responsabilidade! Vínhamos de uma sequência pesada: Eriberto Leão, Heitor D’Aliancourt e Pedro Bial. “Jorge Mautner, o filho do Holocausto” era um prenúncio, Caetano aparece no filme e Bial, durante o debate, reforçou a sua vinda à plateia, que estava com cara de “será que é verdade mesmo?”.

Caetano veio, pareceu-nos que gostou do que viu e nós do que vimos e ouvimos. Foi como um furacão no bairro. Bom para nós tietes, tenso para nós produtores. Não deu dois dias, era a vez de Emílio Domingos e “A batalha do passinho”. Mais de cento e vinte moleques, em sua grande maioria, pela primeira vez no cinema e, o melhor, para se reconhecerem na tela. Estávamos de volta à realidade, a nossa: exibição de coisa nova para uma nova plateia, um público em potencial para o cinema brasileiro.

Não basta só falar sobre funk, tem que dançar. Dançamos após o debate munidos de equipamentos em frente ao foyer. Era batalha em vários pontos do hall do Guadalupe Shopping. E quanto mais câmeras apontadas, mais passos desafiadores. Todos querendo ficar famosos e nós entendendo que queriam e que querem ser reconhecidos, que querem pertencer, sendo sujeitos de cada oração de suas próprias histórias.


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